Minecraft ganha sua primeira nova dimensão em 15 anos: o Sift

Minecraft completa 15 anos de versão 1.0 com uma novidade que muitos jogadores já consideravam atrasada: pela primeira vez desde 2011, o jogo ganha uma dimensão nova. Anunciada no Minecraft LIVE deste mês, ela se chama The Sift e vai chegar ao Minecraft Java e ao Bedrock em 2027.

Até aqui, a resposta é conhecida. O que importa é o que a Mojang mostrou, o que ela deixou de mostrar, e por que essa dimensão vai aparecer primeiro em outro jogo.

Aviso: este post não é oficial e não é aprovado nem associado à Mojang ou à Microsoft. As imagens são material de imprensa da Mojang Studios, reproduzidas com crédito à fonte.

Quatro dimensões, e a última é de 2011

Para situar o tamanho do anúncio, vale o mapa. Minecraft tem três dimensões: o Overworld, o Nether e o End. As três existiam quando o jogo saiu do beta em novembro de 2011.

Desde então, quinze anos de atualizações. Novos biomas, novos mobs, novas mecânicas, novos blocos de redstone. Mas nenhuma dimensão. O conteúdo cresceu dentro dos três lugares que já existiam.

O End foi a última, e entrou junto com a 1.0, justamente para o duelo final com o dragão. Depois disso, nada. Quatorze anos sem uma nova dimensão, e agora o jogo finalmente vai ter uma quarta.

Personagens de Minecraft Dungeons II em um bioma luminoso, com grama em tom azul-esverdeado e estruturas rosa e dourado emitindo luz.
O Sift tem uma paleta deliberadamente diferente do Nether e do End. Imagem: Mojang Studios via XBOX Wire.

O Sift nasce em Dungeons II, não em Minecraft

O detalhe mais importante, e o mais fácil de passar por alto, é que o Sift não chega primeiro ao Minecraft. Ele chega primeiro ao Minecraft Dungeons II, o spin-off de ação em que você enfrenta hordas de inimigos, com lançamento em 29 de setembro de 2026 para PC, Xbox Series X|S, PlayStation 5, Nintendo Switch e Switch 2.

Quem jogou o primeiro Dungeons lembra de uma estrutura de níveis separados. O sequel muda isso: o mundo de Dungeons II é interconectado, e nele aparecem rifts, fendas que se abrem pelo mapa e que levam você ao Sift. Também há salto, o que ajuda bastante porque são muitas fendas para atravessar.

Dito de outro jeito: o Sift vai ser o primeiro lugar onde esse conteúdo é jogável de verdade. Quem quiser ver mobs, blocos e biomas do Sift em ação tem um caminho objetivo, e ele é um jogo separado.

Combate em uma área de pedra e azulejos com uma geoda alaranjada brilhante e pilares azuis ao fundo.
Uma das áreas reveladas do Sift. Imagem: Mojang Studios via XBOX Wire.

A direção de arte é uma resposta ao Nether e ao End

A parte mais interessante da apresentação não foi mecânica, foi estética. O diretor criativo de Dungeons II, Måns Olson, explicou que a intenção era evitar mais um ambiente hostil.

O argumento dele é direto. O Overworld é familiar, parecido com o mundo real. O Nether e o End são, nas palavras dele, "muito hostis e imponentes, cada um à sua maneira, mas têm essa ameaça". O Sift seria o contraponto: algo "um pouco pacífico, quase sereno", com uma paleta de cor bem diferente.

Isso aparece nas imagens. Nada de vermelho incandescente como o Nether, nem o roxo hostil do End. O Sift aparece com verdes e azuis, dourado quente, rosa e ciano, e muita luz difusa. A palavra que mais aparece nas descrições é "vibrante", e a criatura que ficou de destaque foi o coelho azul.

Vale notar a ressalva feita por Olson: sereno não significa seguro. Durante os eventos de Dungeons II, o Sift é ameaçado pelos Illagers. Nas palavras dele, "continua sendo um lugar perigoso para o jogador estar, mas não é maligno".

Dois biomas nomeados, o resto é segredo

A Mojang nomeou duas áreas e deixou o resto para o jogador descobrir: Meadow e Carapace. Os demais biomas do Sift não foram mostrados, e a empresa disse explicitamente que outras áreas continuam secretas para quem for jogar Dungeons II.

É uma decisão coerente com o formato. Dungeons II é um jogo de descoberta, e revelar tudo na apresentação mataria o interesse. O mesmo raciocínio vale, com mais força, para o Minecraft principal: o Sift de 2027 provavelmente chega com biomas que ainda nem foram pensados.

O que a Mojang ainda não disse

Aqui está a parte que costuma ser ignorada em cobertura rápida, e que vale registrar.

A Mojang não explicou como o Sift vai funcionar no Minecraft de verdade. Não há informação pública sobre:

  • como se acessa a dimensão no jogo principal, o equivalente às rifts de Dungeons II
  • quais mobs e blocos entram, e se os que já conhecemos mudam de comportamento
  • o que isso significa para o ciclo de jogo, para a progressão de equipamentos e para o equilíbrio de dificuldade
  • se o Overworld, o Nether e o End mudam de alguma forma por causa disso

O que se sabe é que o time de Dungeons II trabalhou com o resto da Mojang desde o começo, para que o Sift coubesse no universo de Minecraft. A diretora de design Laura de Llorens disse que essa integração começou nas primeiras conversas. E o diretor criativo da Mojang, Jens Bergensten, resumiu o motivo: "Novas dimensões são de longe muito importantes, e elas realmente expandem o universo".

O que também não ficou claro é o que muda entre a versão de Dungeons II e a versão de 2027. A resposta oficial é apenas que o Minecraft próprio vai receber uma dimensão completa, para explorar, sobreviver e construir dentro dela. Se será idêntica à de Dungeons II, ninguém sabe.

O resto do Minecraft LIVE

O Sift foi o anúncio principal, mas não foi o único. No mesmo evento:

  • Ice Caves, um novo bioma congelado, com uma variante de zumbi congelado
  • Minecraft Dungeons II, com data e plataformas confirmadas
  • Nintendo Switch 2, com Minecraft previsto para 27 de outubro de 2026
  • novos recursos de criação dentro do jogo

Onde assistir

Se você quer ver o Sift em movimento, estes são os caminhos oficiais:

E se quiser ver em 2027, a partir de 29 de setembro dá para começar por Dungeons II, que é a única forma de conhecer o Sift antes da chegada ao jogo principal.

📸 Crédito da imagem de capa

Ismael Douglas

Sobre o autor

Ismael Douglas

Desenvolvedor Full Stack apaixonado por construir produtos web rápidos e bem projetados. Escrevo sobre o que aprendo no caminho — código, infra e boas práticas.

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